sábado, 19 de maio de 2012

20


Ok então, MCA está morto.

Vários dias depois ainda me pego pensando a respeito, não com tristeza ou dor. Eu nunca choro quando as pessoas morrem, e não é agora que eu vou começar. Fiquei triste claro, mas me conforto em saber que as crenças do MCA viam a morte muito mais como uma passagem que um adeus, isso provavelmente tornou a transição um pouco mais fácil por parte dele. Mas os Beastie Boys foram uma das minhas bandas preferidas em toda a minha vida, e hoje comecei a lembrar como foram meus primeiros contatos, e como foi minha época de obcessão pelo grupo. Ok então, para uma retrospectiva.

Acho que a primeira vez que realmente reparei no serviço que os caras faziam foi com o clipe Sabotage, que vira e mexe passava na MTV. Comecei a ver a MTV no horário do almoço por volta de 1996, época o teleguiado com o Cazé, que era um programa aleatório o suficiente pra me fazer ter contato com diferentes estilos musicais. Em um programa você poderia escutar desde New Kids on the Block até Emperor. Isso porque era a audiência quem fazia o programa, as pessoas se inscreviam pra receber uma ligação, e então conversavam com o Cazé sobre um assunto específico, pediam um videoclipe e parará. Sabotage era um clipe muito pedido na época, o video é muito divertido, você acaba querendo ver aquele seriado e amaldiçoa o fato de ele não existir.

Infelizmente na época eu era fanático por Sepultura, e não conseguia processar bem nada sem o típico vocal thrash-metal. Ainda mais Beastie Boys, que faziam um punk rock rasgado com vocal fino gritado, hehe! Eu era jovem e cheio de preconceitos. Não que eu não gostasse da música, era só algo que eu não estava afim de ouvir na época. Não era algo que me causava repúdio, eu simplesmente achava "legal" e ficava por isso mesmo. Graças a isso perdi o excelente show deles em 1996 em SP, lendário, fãs comentam até hoje. Bom, eu era muito jovem, não ia conseguir ir também.

Corta pra uns 2 anos depois. Horizontes musicais um pouco mais abertos, e Hello Nasty foi lançado. Com ele, as músicas de trabalho Intergalactic, seguida de Body Movin'. E foi graças ao remix hipnotizante de Body Movin' feito por Fatboy Slim que eu me viciei. Era dançante, tinha bons samples, bom flow... estava QUASE conquistado. A conquista de fato se fez alguns meses depois quando um amigo emprestou Hello Nasty, o cd, e uma fita k7 (UAU) com várias músicas do Ill Communication. Poucas semanas depois comprei minha cópia (não sem antes danificar completamente o cd desse meu amigo, peço desculpas) e a escutei por muito tempo. Cheguei a decorar as letras, é um excelente disco. Na verdade nesse momento estou escutando à versão original de Body Movin', balançando e recitando a letra que eu lembro até hoje. Porra, goosebumps, sérião. É muito difícil pegar uma música preferida nesse disco, que respeita de fato o termo ALBUM. Ele funciona muito bem se tocado de cabo a rabo, tudo se encaixa, é o melhor disco feito pelos caras (na minha opinião). Tem algumas que são muito aliens, tipo Picture This, Song For Junior, Song for the Man, And Me, a LINDA Instant Death...

até a capa faz sentido no contexto, juro

Mais alguns meses depois arrumei o Ill Communication. ESSE SIM, é o que tem Sabotage. E não foi surpresa nenhuma ver que Sabotage era só mais uma música no disco, uma que é tão diferente de todas as outras que chega a ser engraçado. Se dois anos antes eu tivesse tido a curiosidade de pegar esse disco numa loja pra ouvir e ver como era, provavelmente teria ficado completamente confuso com as misturas feitas nas músicas. Um destaque vai pras duas faixas que têm samples de cantos de monges tibetanos (Shamballa e Bodhisattva Vow), Root Down, Get it Together, e mais um monte pra falar a verdade...

esse maluco é a cara do Jake Blues, 50% dos Blues Brothers não é?

Agora pra Check your head. Esse eu não comprei de cara, eu aluguei primeiro (lembra das locadoras de cd?). Acho que nunca foi lançado de fato no Brasil, então não era lá muito fácil de ser achado. Era a impressão que eu tinha ao menos, nunca o via nas grandes lojas, e na verdade o comprei usado no Shopping Grandes Galerias, uma cópia perfeita sem um risco sequer. Eu disse que Hello Narty era o melhor disco feito pelos caras, e é mesmo. Mas Check Your Head é meu favorito. Tem tudo o que eu gosto, doses cavalares de funk, hardcores velozes, e aquele hip hop que é de praxe dos caras. Ill Communication e Check Your Head pra mim são discos bem parecidos, parecendo que um é continuação do outro. Mas talvez a produção do Check Your Head tenha deixado tudo muito mais fresco. Cansei de pegar preferidas, eu tenho um apreço especial por esses discos.

eu comprei uma camiseta com essa foto não tem 3 meses, hehe

Acho que são esses meus discos preferidos dos Beastie Boys. Comprei Paul's Boutique (que todo mundo fala que é revolucionário e bla bla bla bla bla, é legal mas exageram)  e Licensed to Ill também (bom disco de rap old old old school). Não gostei de to the 5 boroughs, e adorei  The Mix Up (só de instrumentais).

Durante muito tempo procurei videos e outras diversidades raras dos Beastie Boys, e hoje em dia é incrível o que se pode achar no youtube por exemplo. Tem um show de Glasgow de 1999 que a MTV exibiu algumas vezes na época, e era ótimo. Procurei por anos, e agora ele é facilmente achável na internet. Entre outras paradas que até os próprios caras devem ficar impressionados quando acham.

Enfim, vão-se os músicos ficam suas músicas.

Adios MCA.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

19

a cada ano que passa eu tenho mais a impressão de que NINGUÉM gosta realmente de carnaval.

eu? olha, já fui um hater da festa, hoje em dia simplesmente não ligo. conheço pessoas que dizem se amarrar em carnaval, mas nunca parece ser sincero. posso fazer a pergunta "e aí, o que você gosta tanto no carnaval?" e vou arrumar respostas diversas:

- A BEBIDA!
- AS MULHERES PELADAS!
- é a única época do ano que eu transo.
- AI NÃO SEI, EU SÓ GOSTO!

essa última em particular me parece ser a mais esdrúxula. como assim você não sabe? como você pode gostar de algo sem nem saber o porquê? é pela tradição? porque você é brasileiro? porque você TEM que gostar? não sei, tem várias coisas no mundo que eu não entendo.

mas assim, eu generalizo. algumas pessoas parecem gostar realmente de carnaval, de forma genuína. isso eu respeito, quando uma pessoa tem um gosto específico sincero. me lembro da época que estagiei em laboratório de analises clínicas, tive contato com responsáveis por vários setores e minha pessoa preferida foi a farmacêutica responsável pelas analises microbiológicas. ótima pessoa, dava pra perceber que era uma pessoa genuinamente feliz, e não alguém que passa pela vida se enganando (você deve saber do que eu falo). ela realmente gostava de carnaval, percebi isso. gostava da festa em sí mesmo, das músicas, de ver os amigos pelas praças... não questiono esse gosto por parte dela, eu também tenho gostos bem meus que ela provavelmente não gostaria. ela provavelmente se sentiria muio desconfortável num show do ratos de porão, por exemplo.

ainda assim eu sinto que a grande maioria vai pela onda. por isso param de gostar depois de certa idade, quando arrumam filhos e casamentos.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

18

Pouco tempo atrás eu tive esse sonho onde eu era um músico de pouco mais de 50 anos em uma banda. Em determinado ponto do show eu iria cantar uma música solo onde meus companheiros de banda tocariam os instrumentos e ia ter um DJ atrás mandando uns samples. Era pra ser um tipo de rap e eu ia usar uns pedais junto com os microfones pra mandar uns efeitos na voz e tudo o mais.

Nesse ponto do show eu pego o microfone eu vou pra frente do palco, e falo alguma coisa pra platéia que os faz saber qual era a música do momento. Todos vão à loucura, vejo pessoas exageradamente excitadas com a expectativa. Quando a música começa eu começo a mandar minhas melhores rimas com o melhor flow possível, mas as pessoas só me olham com seriedade, não sei dizer se elas estão gostando ou não. A banda nunca tocou tão bem, tudo tá no lugar e eu tento incitar a platéia a participar mais, mas todos os milhares de pares de olhos apenas me olham como que hipnotizados. Na verdade não sei se a palavra certa seria hipnotizados, a platéia parecia me comer com os olhos.

Decido mergulhar entre eles pra ver o que acontece, e ver se desperto alguma reação. Onde eu pulo sou levantado, mas nada além disso, e o resto da platéia segue parado e me mirando com os olhos. Luto um pouco e volto para o palco onde eu continuo cantando até perder completamente a vontade. Quando paro, as pessoas seguem me olhando da mesma forma e assim continuam. Eu não suporto mais isso e saio do palco até meu camarim, onde me sento. O show terminou.

Meus companheiros de banda aparecem logo depois e começam a me perguntar o que tinha acontecido. Eu perguntei se eles não tinham reparado na ação da platéia, e que não consegui aguentar todos aqueles olhos inexpressivos em cima de mim, não demonstrando nem rejeição e nem aceitação. Meus companheiros não me entendem muito bem, apenas se olham confusos, até que um deles se vira e fala.

"Só hoje você percebeu isso? Todos os nossos shows sempre foram assim."

Sim, era verdade. Todos os shows tinham sido assim até hoje. Não só os daquela banda, mas de todas as bandas do mundo. Minha percepção que era diferente até aquela noite.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

17

Meio-dia, não tem comida pronta e você está com fome. Abra a geladeira e acharás tomate, cebola, cenoura e salsicha. O que farás? Um cachorro quente puxado no vegetal? NÃO, reúna tudo com um miojo qualquer de sua preferência e siga a receita:

Miojo misturado nº7

INGREDIENTES:

- 1 tomate médio.
- 1/2 cebola.
- 1 cenoura pequena.
- 2 ovos.
- 2 salsichas.
- 1 miojo qualquer.
- sal à gosto ou o próprio tempero do miojo, tanto faz.

MODUS OPERANDI:

Pegue uma panela média e coloque água suficiente pra cobrir todos os ingredientes. Bote pra aquecer em fogo baixo. Pegue as duas salsichas e bote em outra panela, pra cozinhar separadamente e tirar um pouco do corante de urucum delas, senão o caldo vai ficar vermelho demais.

Enquanto a água aquece devagar, pique ou fatie a cebola e reserve. Corte o tomate em rodelas, e reserve também. A cenoura pique em rodelas bem finas, BEM FINAS! Se as rodelas ficarem grossas demais não vão cozinhar direito e vão acabar ficando duras.

Não te mandei lavar os vegetais porque é algo óbvio, e em tempos de infecção letal por E. coli, isso é nada mais que bom senso. Podemos não estar na Europa, e os jornais dizem que é seguro, mas não custa nada né? (eu sei que você vai ferver tudo, mas porra, larga mão de ser preguiçoso)

Ok, quando você terminar de picar tudo a água já vai estar numa temperatura boa. Bote tudo lá dentro e aumente o fogo.

Aí você vai ter que esperar um pouco mesmo, ligue a tv ou cante uma música, mexendo os vegetais de vez em quando com cuidado.

Quando você perceber que os vegetais jão estão quase cozidos, junte o miojo à água. Pode abaixar um pouco o fogo e tanto faz se você gosta do miojo completo ou se vc quebra ele em pedacinhos, não deixa de ser macarrão. É uma boa idéia colocar as duas salsichas junto também, elas já devem estar num ponto bom, e não vai mais deixar o caldo tão vermelho.

Agora veja bem, o tomate já dá um vermelho no caldo, mas é aquele vermelho natural, não aquele vermelho nojento de água de salsicha. A salsicha é cozida em outra panela mais pela estética do prato.

Quebre os dois ovos em cima de tudo e deixe que afundem. NÃO MEXA. O grande lance é que as gemas continuem inteiras, se você mexer eles vão se desmanchar na água.

Aguarde até que o macarrão fique todo mole ou que as gemas estejam cozidas e desligue. Coloque sal a gosto ou o tempero do miojo, e sirva.

Acho que rende pra umas 3 pessoas comerem e ficarem bem satisfeitas. Eu como sozinho, mas fico totalmente imprestável depois, capaz de dormir por horas.

BON APPÉTIT!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

16

Cheguei na passeata meio preguiçoso, esperando que não acontecesse nada demais naquele dia. Certo que vi vários policiais pelas esquinas até chegar no local combinado, bem como cordões de isolamento e cones. Não me importei.

Chegando na aglomeração comecei a conversar amenidades com algumas pessoas, o pessoal estava bem tranqüilo e o clima era pacífico. Então deu a hora marcada e começamos a caminhar timidamente pelas ruas vazias, com a polícia nos encarando. As pessoas andavam lentamente, algumas com cartazes, outras com camisetas expondo seus pontos de vista. Mas eu não me importava com nada disso, só tinha ido lá porque não tinha mais o que fazer mesmo, e aparentemente simpatizava com a causa.

Conforme caminhávamos, percebi que a atitude dos policiais foi mudando. Primeiro suas expressões foram do desinteressado e observante pro nervoso e impaciente. Depois, quando alguns cordões de isolamento foram rompidos, começou um leve empurra empurra. De uma hora pra outra a multidão dispersou, e eu me vi caminhando junto com mais umas 4 pessoas.

Foi aí que começou a dar merda.

Não escutei nada, mas uma pessoa do grupo me dizia que tinha levado um tapa de um policial. Um pouco mais em frente achamos um sujeito com os olhos irritados dizendo que tinha sido atingido por uma bomba de gás lacrimogêneo. Achamos mais pessoas na mesma situação pelo caminho. E em uma dobra de esquina próxima ao largo de Pinheiros (só então consegui identificar o lugar em que estávamos) vimos uma parede de policiais jogando granadas de efeito moral. Corremos.

Uma garota do grupo não conseguia nos acompanhar, então a peguei pelo braço. Como estava quase a arrastando, e vendo que era pequena, achei que seria mais produtivo se a levasse nas costas e a fiz subir em mim. Em determinado ponto vi uma rua vazia que daria na Rebouças, poderiamos escapar por alí, e corri como o vento. Ví que outras pessoas na frente tinham tido a mesma idéia, e ví também que soldados do exército haviam montado um lança granadas posicionado estratégicamente numa rua paralela. Não achei que fossem capazes, mas fizeram o lançamento e atingiram em cheio o grupo que ia a nossa frente, e eu os vi desaparecer numa nuvem vermelho amarelada. Dei meia volta e corri ainda mais rápido (se é que era possível, com o peso extra de uma garota pequena nas minhas costas).

Achei uma casa com portão estreito e frágil, que chutei pra abrir. Entrei na casa, eu e a garota que agora caminhava ao meu lado, e fomos avançando. Era uma casa que não se estendia horizontalmente, e sim verticalmente, mas pra baixo. Fomos ao subsolo, achando que estariamos mais seguros de bombas, quando achamos a família de ocupantes (uma mulher e suas duas crianças) protegidas por um cobertor. Ela nos recebeu com um sorriso e nos sentamos, nos sentindo seguros. Ela nos serviu café e começamos a conversar.

Foi quando eu ouvi "e isso é tudo culpa daquele goleiro fulano...".

Aí eu me toquei que tudo aquilo tinha a ver com futebol. Eu simpatizava com a causa da passeata, mas até então não tinha parado pra pensar sobre o assunto de fato. Ignorei completamente os dizeres nas placas e camisas dos participantes. Só então percebi do que tudo aquilo se tratava.

Me achei um idiota e acordei.

sábado, 14 de maio de 2011

15

Se imagina aí, 10:30 da noite, você sentado na sua poltrona e assistindo seu programa favorito na televisão. Se você olhar pela janela vai ver nuvens acinzentadas carregadas, o prenúncio de uma tempestade. E você na sua sala, sentado e possivelmente coberto, quente e confortável.

De repente um raio cai sobre a distribuidora de energia elétrica do seu bairro, causando um fluxo de energia maior que o normal, queimando sua televisão e mais algumas lâmpadas da sua casa. A sua diversão sem mais nem menos acabou. Você fica puto, porque vai ter que comprar uma tv nova, e nem sabe se foi só ela que queimou, quem sabe outros eletrodomésticos também? Mas você resolve se deitar, já é tarde, amanhã você se preocupa melhor com isso.

Agora imagina, com a queda desse raio solitário que queimou a sua tv, na explosão de faíscas dentro do aparelho quantas milhões bactérias e outros seres microscópicos foram simplesmente incinerados na fração de segundos.

Em uma escala galáctica, se o nosso sol resolvesse explodir de uma hora pra outra o número de seres humanos mortos no planeta seria equivalente ao número de seres microscópicos mortos dento do seu televisor no momento em que ele queimou. (ok, forcei a barra no número)

Mas nós estamos seguros. Não há nenhuma explosão ou implosão programada do sol pelos próximos 6 bilhões de anos.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

14


Eu me lembro até hoje da primeira vez que escutei essa música. Já era grandinho e já tinha visto em filmes a Ku Klux Klan em ação, suas cruzes pegando fogo, enforcamento de negros no sul estadunidense... era bem assustador.

Mais assustadoras foram as imagens que a letra causou na minha mente. Na época eu era um iniciante nas aulas de inglês, então ao tentar traduzir qualquer letra em inglês eu simplesmente pegava as palavras que eu conhecia e inventava o resto de uma forma que me fizesse sentido. Primeiro imaginei que a KKK seqüestrava bebês negros pra cometer atrocidades, como transformá-los em escravos... ou pior. Depois imaginei que seqüestrassem bebês brancos pra fazer lavagem cerebral desde cedo e transformá-los em fanáticos nazistas, o que me soava tão assustador quanto a primeira opção. Então eu pensei melhor em outros significados da palavra "baby" e cheguei à conclusão que a KKK provavelmente seqüestrava garotas inocentes, brancas ou negras, pra servirem de escravas sexuais ou simplesmente pra exigir o resgate de suas famílias pra poderem financiar suas atividades criminosas. Imaginei se isso seria uma prática comum da organização. Imaginei isso pra todas as opções.

Alguns anos depois descobri que o Joey Ramone escreveu essa letra como uma forma de ataque ao Johnny Ramone, que tinha "roubado" sua namorada. Johnny sempre foi o membro da banda com uma postura mais voltada pra extrema direita, por isso o título de "kkk".

Acho que prefiro os significados que eu tinha imaginado.